Dessas ausências de som que doem no ouvido. No não dito de dizer à flor da pele. O verbo ultrapassando as fronteiras das ferramentas corporais para isso e aquilo. Desafiando as leis da anatomia humana e transpondo nossa alma além. Essa que grita sua necessidade funda e que bate nota por nota em nossas entranhas sem sair. Não vibra nas cordas vocais, mas faz tremer as carnes. Sufoca a respiração, que briga com a língua pela passagem do ar. Mas não vai. É preciso outras e novas ferramentas. É preciso olhos, olfato, pele. É preciso mais.
Ser palavra não basta.
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