Quebra-cabeça ou junta-coração?
Brincando de pique-esconde com o passado, fui descoberta embaixo da cama, com medo do monstro de ontem que vive dentro do armário. Fechar a porta não adianta. Cercar-se de quatro arestas bem definidas não é deixar de existir; é apenas limitar a condição de existência a um quadrado perfeito e conhecido. Bonito mesmo é entender-se como pedacinhos de lembranças. Um quebra-cabeça humano de infinitas peças é o que somos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário