Só houve um
momento em que a sua partida não seria o fim, Bomba H na
sua existência. O corpo em pé, sem vida, a alma ia. Talvez, outro dia, se reencontrasse, entre as folhas de um livro, entre as notas de uma música ou num quadro
de Van Gogh. Mas sabia que no instante em que ele partisse, ela partia também,
pra outra vida, que já se iniciava com uma ferida, com uma dor aguda, com uma
ausência.
Naquele
momento em que podia deixá-lo ir, em que percebera que sua ida seria a melhor
saída, ele pediu, com calma, pra ficar...
Sem fim.
fodão!
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