A sinceridade não disputa espaço com o amor. A sinceridade, entretanto, é rude e direta. Parece quando meu pai resolve tratar de coisas não muito cotidianas e que nada tem a ver com o espaço da engenharia. Meu pai se for falar em coração, vai entendê-lo do ponto de vista anatômico, como músculo que bombeia sangue. Assim, dessa forma direta e sem contornos. Tipo dedo na ferida, direto ao ponto, preto no branco.
Sinceridade é baixar a voz quando é desnecessária a palavra. Pode ser um simples toque no ombro, que interrompe. Uma ligação não atendida que traiu o sentimento. Ou uma mensagem desencontrada no meio da noite. Sinceridade é respeito, muitas vezes de forma dolorosa. Mas, acima de tudo, real. Só uma forma de amar a mais: seja você, seja o outro.
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